segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Exemplo de superação foi matéria de capa

Neste post, eu colocarei a matéria que fiz do Projeto CAP de Três Corações, que mostra histórias de pacientes e alunos deste projeto voltado para deficientes visuais da região. A matéria tem muitos depoimentos de como é o funcionamento do projeto, quais áreas de atuação. O melhor de tudo é que não é uma escola para deficientes visuais, também há um núcleo de capacitação para profissionais da educação que trabalham com este público. Confiram!

Uma grande lição de vida e esforço

Projeto para deficientes visuais em Três Corações é referência regional e conta com professoras cegas que trabalham na formação de profissionais

Há mais de dois anos a Prefeitura Municipal de Três Corações implantou um projeto voltado para a inclusão de deficientes visuais da cidade e região. O projeto chama CAP (Centro de Apoio Pedagógico para Deficientes Visuais) e tem como meta promover o atendimento e o acesso ao ensino do aluno com deficiência visual, além de capacitar profissionais em cursos especializados. O centro de apoio também disponibiliza atendimento psicológico aos alunos.

Segundo a coordenadora do CAP, Ronise Prudente Maciel, após a implantação do centro de apoio em Três Corações, muitas pessoas com deficiência visual da cidade e de toda a região procuraram a instituição. “O projeto é aberto para os deficientes da região, só é preciso marcar uma avaliação do caso.  A população “invisível” começou a aparecer porque antes a gente não via cego nas ruas, era difícil, vê-los. Agora nosso CAP atende cerca de 32 alunos cegos ou com baixa visão das cidades de Paraguaçu, Perdões, Conceição do Rio Verde, Três Pontas, Três Corações, Lambari”, conta.
As atividades do projeto são divididas em quatro núcleos: de formação, de produção, de convivência e de tecnologia onde trabalham 10 professores, dois deles cedidos pela rede estadual de ensino. Os alunos tem aulas uma ou duas vezes por semana. Nas aulas e no atendimento os alunos aprendem Braile, Orientação, Mobilidade e Informática através de programas de computadores que fazem leitura do que está na tela. “Aqui é diferente de uma escola regular, é uma escola especializada que trabalha para dar autonomia aos deficientes visuais e então são feitas atividades de convivência, passeios, cinema com audiodescrição e costumamos estimular alunos adultos e idosos com trabalhos artesanais. Em nosso núcleo de tecnologias, os alunos também aprendem a utilizar os programas de computadores como o  JAUS, o Virtual Vision e o MVTA, que por meio deles é possível que os alunos naveguem na internet ou façam trabalhos com o uso de um computador”, comenta.
O Centro de Apoio Pedagógico para deficientes visuais também possui equipamentos tecnológicos que foram doados pelo Governo Estadual. São uma impressora em braile e um Thermoform, equipamento de alto relevo. Através destes equipamentos são produzidos materiais didáticos como livros e mapas.
Sonho de ser inserido no mercado de trabalho
O aluno do CAP, Patric Levi de Souza, de 26 anos, perdeu a visão há dois anos devido ao glaucoma. Ele conta que a partir do momento que começou a frequentar o CAP ganhou autonomia para se locomover sozinho e realizar tarefas normais. “Frequento as aulas duas vezes por semana e aqui fiz aulas de mobilidade, uso a bengala para vir a aula sozinho, me alfabetizei em braile, aprendi a utilizar o computador normalmente, e através dos programas navego na internet, uso bate papo, faço trabalhos.  Ganhei autonomia e até pratico jiu-jitsu, um esporte que é bom para mim porque é de contato e onde conto com o auxilio do professor Adriano Pupilo”, explica.
Patric de Souza ressalta seu maior desejo. “Penso em voltar a trabalhar, meu sonho é ser escrivão da Policia Civil, ano que vem já vou voltar aos estudos, terminar o ensino médio e fazer faculdade de direito, para depois conseguir ser aprovado no concurso através da reserva das vagas”, diz.

Inclusão de alunos depende da capacitação de professores
Além do atendimento as pessoas com deficiência visual, o CAP é um Centro de Formação Pedagógica. Em 2011, os cursos de capacitação de professores formaram 174 profissionais de diversos municípios. Os cursos oferecidos são:  Capacitação em Braile, Baixa Visão, Código de Matemática Unificado, Processo de Alfabetização no sistema Braile, Soraban, Orientação e Mobilidade.
Duas das professoras do Núcleo de Formação, Elodir de Fátima Oliveira e Sueli Aparecida de Oliveira são deficientes visuais. Elas ministram cursos e auxiliam no atendimento aos alunos. A professora, Sueli de Oliveira, conta como prepara os cursos que ministra que são voltados para profissionais da educação e também empresas e diz que falta acessibilidade aos deficientes. “Eu ministro o curso de baixa visão e processo de alfabetização no sistema braile e conto com o auxilio de meu computador que é adaptado com os programas para que eu prepare os slides e as atividades. Sou a primeira cega de Minas Gerais a ministrar um curso de baixa visão e não tenho dificuldade alguma em trabalhar. Acho o que impede a inserção e expansão do deficiente visual no mercado é a falta de recursos adaptados e acesso”, comenta. Segundo a professora, graduada em Pedagogia, a proposta da educação inclusiva requer que os professores sejam capacitados. “ Eu estudei o código em braile já na fase adulta, porque tive que me alfabetizar em uma escola especial. Depois fui para a escola regular e cursei o ensino médio e magistério. No caso do magistério tinha professores que ajudavam, mas na fase do ensino fundamental eu tive algumas dificuldades porque naquela época não se falava em inclusão. Os professores acabavam recebendo os alunos, mas não tinham o preparo para trabalhar com deficientes visuais em sala de aula. Acho que capacitando os professores estão trabalhando muito bem a proposta inclusiva e nosso trabalho no CAP tem o objetivo auxiliar e capacitar professores”, diz.
Prova que a deficiência não impede o crescimento
Além de ministrar os cursos do núcleo de Formação Pedagógica do CAP, a professora Elodir de Fátima Oliveira, graduada em Pedagogia com habilitação Escolar, com quatro pós-graduações: Ensino Religioso, Educação Especial, Psicopedagogia e Supervisão Escolar, também é professora universitária. Ela comenta que foi umas das deficientes visuais pioneiras no Sul de Minas, a ministrar aulas no ensino superior, mas que agora as faculdades estão abrindo espaço para que os cegos também possam lecionar. “Atualmente sou professora universitária do curso de Pedagogia da Unincor e na Unipac em São Lourenço, já formei mais de 17 turmas. Meu trabalho também abriu espaço para ministrar disciplinas na pós de Atendimento Educacional Especializado. Antes não havia tantos professores cegos trabalhando, agora está mais aberto. Trabalho no CAP ministrando cursos para auxiliar ainda mais profissionais da educação, cegos ou não, a nível de realmente capacitá-los a assessorar os deficientes visuais e pessoas de baixa visão, porque no futuro estas pessoas também vão poder estar inseridas no mercado ”, ressalta.
Sãogonçalense com baixa visão tem apoio da Prefeitura
O sãogonçalense Ronaldo Celso Almeida tem um grave problema de miopia, que alcançou os 23 graus. Devido a baixa visão, tem óculos especiais.  Ele faz o tratamento anualmente com um oftalmologista, mas diz as lentes que utiliza são muito caras e só são trocadas em casos de quebra. “Estas lentes custam quase mil reais e eu só troco elas quando tenho condições, ainda assim a Prefeitura contribui com metade deste valor para fazê-los. Eu estou tentando fazer a cirurgia para reverter o problema através do Deputado Carlos Moscone, porque se não for feita eu posso ficar cego.”, diz.
De acordo com Ronaldo Almeida, ele descobriu o problema na adolescência e como já trabalhou no setor da saúde tem conhecimento de técnicas de percepção. Ele comenta que um projeto para deficientes visuais é algo bem importante para as pessoas que passam por este problema. “É importante porque quem tem problema de visão, como no meu caso, tem muita pouca assistência na área de saúde. Fica limitado em consultas e óculos. Eu ainda sei algumas técnicas de braile e desenvolvi outros sentidos que me ajudam muito. Muitas pessoas não sabem. Se a Prefeitura daqui fizesse uma parceria com Três Corações isto seria benéfico para os deficientes visuais da cidade”.








Jornalistas também produzem matérias institucionais

Hoje atualizo meu blog com mais uma matéria, só que desta vez institucional. É da Prefeitura de São Gonçalo do Sapucaí, cidade que ficou muito anos perdida, parada, devido a problemas políticos, sem notar mudanças no seu desenvolvimento. Entao a equipe do Brasil Metropole percebendo a boa gestão do Prefeito Dito Cunha, lançou a pauta e eu desenvolvi a matéria institucional, que foi propaganda da Prefeitura em duas páginas do Jornal Sapucaí News.


São Gonçalo do Sapucaí saí do isolamento geográfico

A cidade de São Gonçalo do Sapucaí, há pelo menos 50 anos atrás abrigava administrativamente a sede de dezenas de comarcas e distritos da microrregião. Com a emancipação de alguns destes distritos e o desmembramento da comarca, o município começou a passar por um rápido processo de estagnação geográfica. Cidades que eram política e até mesmo financeiramente “dependentes” de São Gonçalo, até então a maior cidade da região, iniciaram um processo de aproximação com outros centros como Varginha e Pouso Alegre, causando um isolamento. Por exemplo,Cordislândia passara a depender de Machado, Turvolândia, Careaçu, Heliodora e Silvianópolis de Pouso Alegre e daí por diante.
Após estes longos anos de separação e anulação de uma cultura em comum entre São Gonçalo e as cidades vizinhas, percebe-se atualmente, uma grande mudança neste aspecto, alcançada devido uma boa relação com o Governo Estadual que modificou o cenário político e a imagem de São Gonçalo do Sapucaí.
De acordo com o Prefeito Municipal, Benedito Álvaro Cunha, nos anos de isolamento São Gonçalo do Sapucaí perdeu poder político representativo nas esferas estadual e federal, em virtude da votação majoritária em deputados que não contribuíram para o desenvolvimento da cidade. Dito Cunha conta que em sua gestão, ele procurou melhorar a infra-estrutura da cidade e buscou apoio de Deputados e entidades que se comprometeram com a população sãogonçalense.
"Nossa administração trouxe o apoio e o comprometimento dos deputados com a cidade. Trabalhamos em conjunto com cooperativas, com entidades, que também buscam o desenvolvimento da nossa terra. Não deixamos que as questões políticas partidárias prejudiquem nosso município, enxergamos que dessa maneira conseguimos resgatar os sentimentos de orgulho e auto estima dos sãogonçalenses", diz.
Segundo o Secretário de Planejamento, José Ibrahim Nogueira, as consequencias do isolamento político e geográfico durante estes anos foram, dentre inúmeros outros: a falta de investimento em grandes obras, a perda de cidades da Comarca, a diminuição dos investimentos da iniciativa privada, a falta de motivação dos sãogonçalenses e, o mais grave: o esvaziamento populacional, já que a população migrou para centros maiores em busca de novas oportunidades de trabalho e conhecimento.
Mas, de acordo com o Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade de São Gonçalo cresceu. A população em 2007 era de 22.751 habitantes e no último Censo passou para 23.895. O total de gastos com despesas públicas na cidade, incluindo investimentos e obras chegou a quase 5 milhões de reais no ano de 2010. Para o ano de 2012, estima-se uma população acima dos 24.300 habitantes.
Com base nestes dados, o Secretário Planejamento José Ibrahim reforça que a cidade modificou sua imagem perante o governo Estadual, deixando de ser uma cidade "dormitório", porque hoje as pessoas que saíram estão voltando:
"Através de uma visão moderna de administração, revertemos este processo de isolamento. Trabalhando com uma gestão comprometida: nós controlamos a migração, atraímos investimentos de empresas particulares, como JBS, Eletrozema, Edmil, [além de] supermercados e lojas que vieram e estão investindo na cidade. Entretanto, toda esta mudança é um trabalho contínuo que durará anos, mas acreditamos que estamos no rumo certo”, diz
O deputado Dilzon Melo, em visita a cidade de São Gonçalo em uma solenidade, reconheceu o trabalho de desenvolvimento realizado na gestão do Prefeito Dito Cunha. "O Dito é um dos melhores prefeitos que São Gonçalo do Sapucaí já teve, porque trabalha com humildade e esforço e fez aqui um rol de obras e ações que vão entrar para a história", disse.
Este processo de reconstrução da imagem do Município já trouxe a agência do INSS, que será uma microrregional e atenderá as demandas dos municípios vizinhos. Através deste trabalho de desenvolvimento, a reinclusão de São Gonçalo do Sapucaí em um cenário microrregional vai além: com a pavimentação de importantes estradas vicinais, a cidade será interligada a grande centros regionais, e se tornará um micro centro para as cidades vizinhas. Tomemos como exemplo a pavimentação da estrada que liga São Gonçalo do Sapucaí à Cordislândia. Concluída, a obra, empreendida pelo programa Pro Acesso do Governo Estadual irá reaproximar as duas cidades, que até então se comunicavam através de uma estrada de terra.
O Governador Anastasia informa que em breve a obra de estrada da estrada de São Gonçalo do Sapucaí à Cordislândia será terminada e ele virá inaugura-la.  “Gostaria de saudar vereadores e Prefeito de São Gonçalo do Sapucai, pelo excelente trabalho e dizer que a cidade continua receber os melhores aplausos não só do Governo de Minas, mas do povo de nosso estado que reconhece São Gonçalo como pólo progressista de nossa economia. Tenho certeza que nos próximos anos melhores notícias ainda virão. Em breve, vou a esta terra querida para estar com todos, especialmente para inauguração da esperada que liga São Gonçalo do Sapucaí ao município de Cordislândia que já em fase final”
Em um outro programa, o Caminhos de Minas, o acesso entre Cordislândia e Carvalhópolis também será pavimentando. As duas estradas, formarão juntas uma rodovia de ligação, que ligará estas cidades às Rodovias MG 453 e BR 491, interligando Machado e Alfenas respectivamente. A distância entre São Gonçalo e Alfenas será encurtada em 60km em relação ao caminho atual, utilizando-se a Rodovia Fernão Dias.
Quando a conclusão destas obras, a cidade de São Gonçalo do Sapucaí já estará com uma estrutura satisfatória e uma gama de serviços e produtos para oferecer aos vizinhos. Diga-se de passagem, que tal fenômeno já tem ocorrido. Pessoas de cidades vizinhas como Careaçu estão deixando de ir fazer suas compras à Pouso Alegre e procurando São Gonçalo. Os preços do comércio sãogonçalense, principalmente no ramo alimentício, são equiparados aos preços das vizinhas Pouso Alegre e Varginha, podendo até se encontrar produtos popularmente "mais em conta" do que na primeira opção.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Vocês sabiam que cidade de Cambuquira, possui a melhor água mineral do mundo?

Hoje volto a postar matérias que estou fazendo para o Portal Brasil Metrópole (www.brasilmetropole.com.br) e Jornal Sapucaí News. Vou colocar uma matéria da última edição, que na minha opinião foi uma das mais bonitas que fiz. Tem muitas informações sobre a cidade de Cambuquira que já viveu áureos tempos turísticos, mas hoje está um pouco esquecida.


A bela estância hidromineral de Cambuquira

Um lugar turístico que reúne as melhores águas do mundo


Quem nunca desejou que o bem mais valioso do planeta seja sempre abundante em nosso País. Em pleno século XXI, a maioria das pessoas se preocupa com a situação da água potável no mundo, com sua preservação ainda mais pelo fato da água ser um mineral que possui vínculo direto com nossa vitalidade. Pois a população de Cambuquira - cidade com cerca de 13 mil habitantes - tem o privilégio de ter este bem à disposição todos os dias, devido às estâncias minerais presentes no subsolo do lugar, que jorram as melhores águas do mundo. 
Uma outra peculiaridade do local é a tranquilidade e o ar puro que é medido e comprovado pelo liquens presentes na vegetação local. Sem sombra de dúvidas, Cambuquira é o lugar ideal para se tirar férias ou praticar atividades turísticas decorrentes dos meios da utilização de meios e serviços para fins médicos, terapêuticos e estéticos.
No Parque das Águas de Cambuquira é possível encontrar cinco tipos de fontes de água; cada uma com um poder terapêutico diferente. Nas décadas de 40 a 70, o local era muito visitado por turistas de todo o Brasil e mundo, que procuraram tratamento medicinal através das águas, do clima tranquilo da cidade. É comum ouvir dos moradores e visitantes mais antigos que os veranistas eram sofisticados, a elite carioca e paulista frequentava a cidade exibindo luxo, se hospedando em hotéis com mais de 120 quartos e utilizando o antigo Cassino da cidade: algo parecido com cenas de cinema.

Durante dez anos o Parque das Águas contou com uma gestão terceirizada, que segundo relatos da população e visitantes não era bem administrada. Os gestores não faziam uma manutenção adequada no espaço, o que fez com que esta atração turística caísse em decadência.

Recentemente, no ano de 2009, a administração do local passou a ser feita pela Prefeitura Municipal, que ganhou um contrato de 30 anos. Com a idéia de modificar o cenário turístico da cidade, o Prefeito Evanderson Xavier, o “Kaká”, conseguiu duas verbas: uma Federal com o Ministério do Turismo e outra com o Deputado Odair Cunha, no valor de 500 mil reais cada, totalizando um milhão de reais para a reforma do Parque das Águas de Cambuquira. A primeira parte da reforma já foi realizada: foram recuperados os jardins, as fontes, bancos, azulejos e foi construído um  novo balneário. Falta ainda a segunda parte que abrangerá uma parte do lago, uma reforma na portaria e outras mudanças.
Conforme diz a gerente da Divisão de Patrimônio Cultural de Cambuquira, Maria Cristina Borges Franco, a água de Cambuquira tem o título de melhor água do planeta, segundo uma pesquisa da Revista Exame. Atualmente vendida aos visitantes do Parque por R$ 0,25 o litro, 310ml da água envazada chega aos mercados pelo preço de R$ 1,70 e nos restaurantes por R$ 3,00. Sobre a pesquisa, Maria Cristina Borges comenta: “A região do Circuito das Águas - Cambuquira, São Lourenço, Caxambu e Lambari - tem mapas geológicos que apontam riqueza de íons como bário, cromo e lítio que em contato com as rochas produzem estas águas raras. A água de Cambuquira ganhou este status depois de uma pesquisa de qualidade onde ela ficou em segundo lugar. O primeiro lugar era de uma água do País de Gales, que não é mais envazada. Como a empresa Águas Minerais de Minas, mantida pela COPASA, industrializa nossa água para comercialização, ela ficou sendo a melhor. Nossa expectativa é que a água se mantenha como a primeira nos próximos estudos, porque nós da Prefeitura estamos trabalhando para isto”.

Qualidade de Vida
Além das fontes hidrominerais, o Parque tem um lago que dá a acesso a uma enorme área de Mata Atlântica nativa, com 108 hectares. Desta maneira o contato com a natureza é intenso. 
A gerente Maria Cristina Borges ainda relata que a principal característica turística da cidade é a elevada qualidade de vida: “Para mim Cambuquira tem qualidade de vida e apesar de todas as dificuldades profissionais encontradas pela população, principalmente entre os jovens, vale a pena morar aqui. Tenho medo de a população não perceber o santuário que têm na cidade que moram. As ações da Administração Municipal para o desenvolvimento estão caminhando”, ressalta.
No local da mata também existem duas capelas: uma em homenagem a São Judas Tadeu e outra a Santa Edwiges. 

Balneário do Parque das Águas
O Balneário do Parque das Águas de Cambuquira estava desativado, mas com a verba para a reforma foi reconstruído. No local há duas alas, uma masculina e outra feminina, com salas de avaliação, ambulatório, recepção, sala de relaxamento, duchas circulares, chuveiros, saunas, hidromassagem.
De acordo com a termalista, Mônica Maria Ferreira Ribeiro, o balneário é um lugar para banhos e tratamentos terapêuticos para os visitantes, com o objetivo de atrair turistas. A expectativa de atendimento é de 80 pessoas por dia: “Vamos contratar vários profissionais entre médicos homeopatas, massagistas, termalistas, fisioterapeutas, auxiliares de enfermagem, para pessoas que procuram tratamentos medicinais para doenças como depressão, doenças de pele, estéticas ou outras indicações”.

Turismo é o forte do local
O Parque das Águas de Cambuquira recebe visitantes da cidade, região e outros estados diariamente.
A secretária executiva aposentada, Maria Helena Nogueira Figueredo, é carioca e visita a cidade de Cambuquira há mais de 35 anos. Ela comenta que os atrativos para frequentar o Parque são a natureza e as águas. Questionada se procura as águas para tratamento medicinal explica. “Eu faço por curiosidade, mas sei que todas as águas daqui são boas para o alívio da depressão, stress e algumas doenças. Acho que todos deviam vir a Cambuquira para procurar relaxar”, diz.
A poetiza Maria da Conceição Pigliasco, também é do Rio de Janeiro e conta que visita o balneário há mais de 50 anos. “O balneário é lindo, sempre gostei daqui, depois da reforma ficou mais bonito ainda. Em 2004 quando vim aqui eu quase chorei porque tudo estava abandonado. Isto aqui é uma riqueza. O que me chama mais atenção é a natureza e as águas gasosas que eu uso por recomendação médica”.
A aposentada Maria de Lourdes Matos é natural de Campanha, mas mora em São Paulo há muitos anos. Ela conta que gosta de se refugiar em Cambuquira porque a cidade tem uma característica pitoresca: “Eu gosto de tudo aqui porque a energia daqui é natural, aconchegante, coisa que dificilmente se encontra em outro lugar do mundo. Mas teve uma época que tudo ficou abandonado não deram o devido valor a isto aqui. Espero que tudo volte mais exatamente com esta característica mágica e tranquila que aqui tem, não com uma sofisticação que você encontra em todo lugar”, diz.

A Litopuntura
No Parque das Águas, assim como nos Parques das cidades de São Lourenço, Caxambu e Lambari, existe uma rocha mística que foi colocada na terra há mais de 12 anos. De acordo com um estudo do Livro “Curar a Terra” de Marko Pogacnik, a rocha funciona como uma agulha para realizar a Litopuntura, o método para a cura da terra, como se fosse acupuntura com agulhas de pedra. Este diagnóstico foi desenvolvido por Marko, um paisagista esloveno que tem o objetivo de resgatar as propriedades naturais das águas no Circuito do Sul de Minas. Há mais de 30 anos ele realiza estudos dos diversos níveis da realidade da terra e da natureza em vários lugares do Mundo, como Irlanda, Áustria e Eslovênia. No centro da rocha há uma imagem chamada Crosmograma, em que está desenhado quatro seres aquáticos, que representam dinamismo que gira em espiral.

Águas raras
As águas do Parque de Cambuquira são consideradas águas raras, porque são ricas em íons. Confira quais são as indicações de cada tipo de fonte. 
  • Fonte Gasosa : Indicada nos casos de doenças dos rins, agudas ou crônicas, gastrites, doenças do fígado e da vesícula, colites, sistema digestivo e doenças de pele.
  • Fonte Magnesiana: Indicada nos casos de reumatismo, como estimulante da função renal, uricemia ( ácido úrico no sangue ), obesidade, litíase (cálculos renais ), colites e de efeito afrodisíacos.
  • Fonte Ferruginosa: Tônica por excelência, indicada nos casos de anemias, desnutrição, fraqueza e nas convalescenças de moléstias agudas.
  • Fonte Sulfurosa: Indicada na cura de diurese, quando usada em jejum, nas  colites, na digestão com fermentação estimulante do peristaltismo dos intestinos.
  • Fonte Barracão: Indicada nos casos de distúrbios emocionais, por ser rica em lítio, mineral essencial para o cérebro.


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Notícia de capa da 2ª edição do jornal Sapucai News

 
Aeroporto de Varginha movimenta diariamente mais de 300 passageiros de toda região

Passagens com destinos para São Paulo, Rio ou Belo Horizonte, podem custar menos de  R$ 70

O aeroporto de Varginha, Major Brigadeiro Trompowsky passou por uma adequação exigida pela ANAC  (Agencia Nacional de Aviação Civil) e há cerca de 10 meses voltou a funcionar. Com um investimento de cerca de 100 mil reais feito pela Prefeitura Municipal, para criação de uma Brigada de Incêndio, gerida pela Guarda Municipal, da instalação do PSAC (Programa Serviços de Aviação Civil), NASO (Nível de Aceitação de Segurança Operacional), além de exigências de funcionamento, com planos de segurança, regaste e emergencial, vistorias de bagagen, serviços de embarques e desembarques de passageiros, o terminal trabalha com voos comerciais diários para três principais capitais Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, fazendo conexões diretas com trinta cidades e indiretas com 82 destinos, se tornando rota viária para muitos pousos e decolagens.
O aeroporto de Varginha, está localizado há 5 quilometros do centro da cidade, tem a disposição vias que servem de alças de acessos para BR 381(Rodovia Fernão Dias), que liga a diversos municipios do ao redor da cidade. O sistema de transporte urbano oferece táxis e linhas especiais de ônibus, que facilitam os deslocamentos para o terminal rodoviário e diversos bairros da cidade.
Segundo o administrador do aeroporto, Rogério Evaristo, o terminal recebe entre 300 a 350 passageiros diários e nestes dez meses de funcionamento alcançou o número de 48 mil passageiros. Por se tratar de voos regionais a expectativa é grande para que as viagens aumentem no fim de ano e principalmente na Copa do Mundo.
É possível ir para São Paulo, Rio ou Belo Horizonte, pagando apenas R$ 69,90
Segundo dados estatísticos da Anac, o Yield Tarifa Aérea Doméstico – em julho de 2011 o valor médio que o passageiro pagou para voar 1 km em território nacional – atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo  mês do ano passado. Quando comparado com o valor aferido em julho de 2002, observa-se uma expressiva redução de 47%.
“A viação cresceu demais em todo o País e a procura pelas viagens aéreas na cidade é muito grande, já que é possível ir para São Paulo, Rio ou Belo Horizonte, pagando apenas R$ 69,90. O aeroporto em Varginha é estratégico para a região, porque é o único  do Sul de Minas que está preparado e autorizado para receber e realizar voos comerciais e  turísticos, que na época da Copa do Mundo, serão muito procurados. O Governo do Estado já fez um termo de ajuste com a ANAC para que o Aeroporto de Varginha receba aviões de grande porte até este evento", comenta o diretor do terminal.
O aeroporto funciona 24 horas e tem cerca de 30 funcionários. A pista de pouso  e decolagem mede 2100 x 30 metros e já recebeu aeronaves como o Fox-100 e o Jato 175 que tem capacidade para mais 150 pessoas.
Varginha conta com a quinta maior torre do Cindacta
Rogério Evaristo explica que o aeroporto tem todos os equipamentos necessários para navegação aérea, como sala de EPTA(Estação Permissionária de Telecomunicação Tráfego Aereo), farol rotativo, sinalizamento noturno, além de contar com a quinta maior torre do Cindacta, responsável pelo controle do espaço aéreo em todas as rotas do País.
Em breve, cursos de comissãrios de bordos
O administrador do aeroporto, Rogério Evaristo conta que a Prefeitura está em acerto com a empresa Gol, para criar uma escola de formação de comissários de bordo. Rogério garante que até o final do primeiro semestre de 2012, os cursos terão inicio. Ele também comenta que homologada pela ANAC, a criação de uma oficina de manutenção de aeronaves no aeroporto, que trará mais um benefício.
“Será a primeira oficina da região que ajudará os proprietários de aviões na região e que não precisarão deslocar até as capitais. O curso de comissárias de bordo também vai formar pessoas da região e está previsto para iniciar em março. Varginha acreditou nos benefícios dos voos comerciais e investiu junto a Trip. Esta viação representa o progresso da região, hoje uma passageiro que viajaria 800 km de uma cidade a outra, gastando quase 12 horas, faz o mesmo trajeto em apenas 3 horas, pelo custo de R$ 100", diz.
Atualmente a Trip, é a única empresa que comercializa voos no aeroporto e as viagens são feitas nos aviões ATR-42 que tem capacidade para 45 passageiros. Os horários dos voos diários que saem de Varginha são: Belo Horizonte (Pampulha): Saída às 13:05 hs chegada às 14:00 hs (segunda-feira à quarta-feira e também na sexta-feira), São Paulo (Guarulhos) Saída às 05:25 hs chegada 06:15 hs (segunda à sábado), Rio de Janeiro (Santos Dummont), Saída às 14:30 hs chegada às 16:35 hs (segunda à sexta). O telefone para informações é (35) 3690-2264.
Novo Predio Administrativo
A Prefeitura de Varginha assinou um convênio com o Governo do Estado e conseguiu a verba de 500 mil reais para a construção de um prédio administrativo do aeroporto. O local está praticamente acabado e terá banheiros, área de embarque e desembarque, agência de locação de carros, sala de vistoria, guiches, lanchonete, toda infra-estrutura de um aeroporto. Com a inauguração da obra, a Brigada de Incêndio, gerida pela Guarda Municipal, se mudará para o antigo prédio administrativo.

Segurança em primeiro lugar é a palavra de ordem
Segundo o Guarda Municipal, Lélis Tavares, a equipe da Brigada de Incêndio passou por um treinamento básico, para a implantação da seção e todos serviços de prevenção, salvamento e combate a incêndios e com a ampliação eles passarão por um treinamento maior.
“A segurança do aeroporto é muito boa, a pista é excelente, os voos são seguros, hoje os aviões ATR-42 são um dos mais seguros do mundo, neste um ano de funcionamento nunca houve problema ou falha grave envolvendo um pouso ou avião. A manutenção deles é feita assim que atingir a meta de horas de voos”, diz.
A Brigada trabalha com diversos equipamentos, e dois caminhões, um com oito extintores e um de apoio e mais um caminhão, que já foi encaminhado pela ANAC, para melhores respostas na segurança do aeroporto. “O caminhão que trabalhamos tem capacidade para 1500 litros e o que será enviado pela ANAC terá capacidade para mais de cinco mil litros. A Prefeitura Municipal não está medindo esforços para melhorar o aeroporto”, explica o guarda Lélis.
O sub-inspetor da Guarda Municipal, Gerson Alves, faz uma referência aos benefícios da navegação aérea. “Se você fizer uma comparação dos transportes áereos e rodoviários, os acidentes de carros são muito maiores. Por exemplo, neste feriado tivemos inúmeros acidentes nas rodovias, enquanto na aviação houve apenas uma derrapagem sem vítima de um avião na Bahia”, diz.
Após uma ordem da Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac) de elevar o aeroporto para uma nova classificação, a Guarda Municipal,  trabalha 24 horas no local. Os agentes são responsáveis por toda segurança da área aeroportuária em um raio de 6 km, incluindo o prédio onde se faz embarque. A Guarda Municipal está equipada com viaturas contra incêndios, armas e equipamentos de ultima geração.
Voos para Brasília tem previsão para no final do ano
A Trip também abrirá mais uma linha para Brasilia/Varginha. Os voos estão previstos para iniciarem dentro de 30 a 60 dias. Com esta linha são esperados mais 150 passageiros por dia, já que é grande a procura pela conexão Varginha – Uberlândia – Brasília.
Segundo o administrator do aeroporto, Rogério Evaristo, os aviões ainda não começaram a executar este trajeto porque as obras dos três aeroportos que fazem conexão com a linha ainda não foram terminadas. “O único problema que está atrasando o início deste voo são as reformas dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília que estão sendo feitas para a Copa das Confederações. Eles estão construindo mais caixas e assim que terminar as reformas podemos começar com linha”, diz.

 Diretor do aeroporto
 Novo prédio administrativo (em construção)
 Sub-inspetor da Guarda Municipal
 Torre do Cindacta
Sala de Embarque
 Ponto de Táxi

Voltando as postagens das minhas matérias!


Leitores, estou voltando a atualizar meu blog. Como só atualizo matérias feitas por mim, agora vou começar a postar matérias que tenho feito em outro trabalho, na cidade de São Gonçalo do Sapucaí. Agora sou jornalista responsável pelo portal www.brasilmetropole.com.br e o Jornal Sapucaí News. Fazemos muitas matérias, mas vou publicar as principais. Começo com uma da primeira edição.




Nilton César Moschen é o 2º produtor de grãos de São Gonçalo do Sapucaí e região  

Casado com a sãogonçalense Haricéia Moschen e pai dos gêmeos, Guilherme e Rodolfo. Decidiu começar a plantar grãos como soja, milho e feijão. Nilton Moschen, chegou em São Gonçalo do Sapucaí, em 2000, para realizar a colheita na lavoura na bagagem ele trouxe apenas dois tratores. 
Iniciou sua história como agricultor plantando 100 hectares. “São Gonçalo foi muito bom pra mim, não tenho o que reclamar, fui o primeiro a plantar soja e milho aqui. No início não deu muito certo, não tínhamos para quem vender, depois chegou a Bunge Alimentos e comecei a vender para a empresa”, conta.
Moschen usa o plantio direto como sistema de produção. Segundo ele, a técnica tem apresentado bons resultados permitindo maior produtividade na sua lavoura. Atualmente ele planta mais de mil hectares de soja e milho, 350 hectares de soja, o restante de milho, com a ajuda de duas plantadeiras de nove linhas. Esta quantidade plantada rende 50 sacas de soja por hectare e 140 sacas de milho por hectare. Moschen explica que para manter toda esta produção, conta com 12 funcionários fixos e no período de plantio e colheita ele contrata cerca de 20 trabalhadores.
A mecanização da área plantada é feita por oito tratores e três colheitadeiras. O agricultor explica que a colheita do milho é feita nos meses de fevereiro a março e a soja no mês de abril. A maioria da plantação é feita pela técnica plantio direto. “Este tipo de plantio, no qual a terra não é trabalhada, além de mais barato é mais fácil de mexer do que a terra preparada”, ressalta. Nilton Moschen também exporta sua produção de grãos de soja. Segundo ele, entre 15 a 20 mil sacas são exportadas. “Elas saem prontas para o porto, meu objetivo é ampliar minha produção para exportar e vender cada vez mais”, diz.

Para o agricultor a aquisição do secador foi um dos passos mais importantes, pois a opção dribla as dificuldades que ele já enfrentou na hora de comercializar um produto úmido, o que para ele nunca se constituiu na opção mais rentável. O agricultor comenta que já esta investindo na construção de um silo e um secador com capacidade para 30 toneladas de grãos, além de uma balança, com finalidade de conseguir independência na intermediação das vendas. “Investi cerca de 700 mil reais, neste silo que vai armazenar trinta mil sacas e o secador”.

Ele enfatiza que “a agricultura no país é algo difícil, acho que o Governo, assim como acontece nos Estados Unidos, devia dar sub-sídios para os agricultores porque muitas vezes perdemos nossos plantios e não temos onde recorrer. Mais incentivo é o que falta para o produtor rural”, afirma.